Escapadelas e experiências · paparocas · Pensamentos soltos · Relações humanas

“Chiadar”

 

“Chiadar” é um verbo não constante do dicionário universal da Língua Portuguesa.

No meu dicionário, porém, significa “toda aquela atividade que engloba passear pelo chiado, “só-porque-sim”!

E assim é. Todo o santo fim-de-semana lá conjugamos o verbo “chiadar”.

É uma atividade em si mesma!

Não há propósito definido, vamos apenas andar pelas ruas do chiado…

Também não há destino programado, mas o hábito ou a vontade de repetir boas sensações, leva-nos quase sempre a parar nos mesmos sítios e a entrar nas mesmas portas…

“Lugares comuns”…

Gelataria Amorino! Não são apenas bonitos, os gelados em forma de flor que atravessam o balcão para as mãos de quem, do outro lado, espera guloso e ansioso. Independentemente do tamanho do copo, aqui, a conjugação de sabores permitida é infinita… Por muito variável (ou variada) que se mostre a combinação, o pistáchio é obrigatório e tem lugar cativo no copo, geralmente por baixo porque “o melhor fica para o fim!”! (É simplesmente ma-ra-vi-lho-so!)

Faça chuva ou faça sol, na esplanada da brasileira abundam os turistas, que fazem as refeições sem horas e intercalam dentadas no pastel de nata com subidas ao colo do Pessoa para a fotografia!

Defronte, há espetáculo de uns quaisquer entertainers que fazem o que podem para merecer a moeda.

Esquina sim, esquina sim um dos tais “loucos de lisboa” que “(…) entre um cigarro e outro, lá cravava a bica ao melhor dos seus ouvintes”.

Ali perto, subimos ao último piso do Bairro Alto Hotel. Estamos no terraço BA e a vista sobre Lisboa é de tirar o fôlego!

Paragem na Bertrand, a livraria mais antiga de Lisboa, só para cheirar os livros. E não é metafórico!… A ausência de aspas é propositada. Gosto mesmo do cheiro dos livros novos!

Na rua Ivens, viajamos no tempo e entramos n’ A Vida Portuguesa. É impossível não soltarmos exclamações ao passearmos por aquelas prateleiras. Deixamo-nos embriagar pelos cheiros (consta que é o sentido mais ligado à memória) daqueles sabonetes que nunca mais encontrámos e esbarramos na pasta medicinal couto que a nossa avó usava… E um misto de saudade e nostalgia invade-nos.

Mesmo ali ao pé do São Carlos, a Tartine convida ao lanche (finalmente abrem ao domingo!). Seja pelas panquecas, pelo pão alemão com sementes de abóbora, pela granola caseira… Justifica a paragem, garanto.

Regressamos… de barriga cheia!… Mas só até para a semana!

 

 

 

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