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Quem tem medo do Pai Natal?

Não é raro, por esta altura do calendário, ser consultada por diferentes pais pelo mesmo motivo: o medo do Pai Natal. Com efeito, nem todas as crianças riem com os ”HoHoHo” ou vêem nas barbas brancas uma mantinha de algodão e o medo do Pai Natal é mais frequente do que se poderá imaginar.

Começa exatamente por aí: imaginar!… O medo dos seres imaginários é exatamente um medos desenvolvimentistas da criança numa determinada faixa etária.

Arrumemos os medos ditos “normais” do desenvolvimento desta forma:

  • 0 as 12 meses: ruídos; pessoas/objetos estranhos; separação das figuras de vinculação;
  • 1 aos 2 anos e meio: tempestades naturais;
  • 2 anos e meio aos 6 anos: escuro ficar sozinho; seres imaginários

A criança demonstra muitas vezes medo de pessoa disfarçadas e tendem a afastar-se de estranhos. A barba e a barriga proeminente do Pai Natal poderão reforçar esta não aceitação por parte da criança. Os palhaços são outro exemplo que este medo poderá abranger.

Há que diferenciar um quadro de ansiedade generalizada (em que a criança apresenta vários medos sobre diversos domínios), perturbação de pânico ou fobia simples.

Nesta última, estamos então perante um medo irracional. Há pensamentos de medo, em que a criança acha que é incapaz de lidar com o agente stressor, que é visto como uma ameaça. Os sintomas comportamentais incluem evitamento e fuga. A criança pode manifestar aumento do ritmo cardíaco e da frequência respiratória; sudação; secura da boca; dores de barriga.

Existem técnicas que um profissional qualificado poderá aplicar no quadro de uma intervenção nesta área.

No entanto, aqui ficam algumas dicas para os pais:

  • Não valorizar o medo da criança. Esta valorização acabará por constituir um reforço e ter um efeito contrário ao pretendido. Atenção que “não valorizar” não significa não dar importância!….
  • Não forçar a aproximação ou o contacto físico. Se a criança não quer ir dar um beijinho ou sentar-se ao colo do Pai Natal não deverá ser forçada.
  • Perante o medo, pegar-lhe e transmitir-lhe segurança.
  • Em casa, pode estimular o contacto visual gradual com imagens do pai natal
  • A exposição ao estímulo fóbico e a modelagem poderão ajudar. Isto é, a criança observar outras crianças ao colo do pai natal poderá ser funcionar como um estímulo.
  • Apoiar-se, por exemplo, em histórias sobre o medo dirigidas a crianças;
  • Nas crianças mais velhas poderá ser a altura ideal para explicar o significado do Pai Natal, contribuindo para o fim da fantasia e, também, para o final do medo.
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