Gravidez-pais-filhos · Pensamentos soltos · Relações humanas

Não tenho tempo! Estou de licença de maternidade…

Perguntam-me: “porque nunca mais escreveste?”…

E eu respondo: “ Não tenho tido tempo!…”

Sempre imaginei a altura da licença de maternidade com um certo romantismo associado. O bebé acorda bem-disposto, mama com vontade e perícia, depois de uma noite bem dormida.

A mãe toma depois o seu pequeno-almoço sentada à mesa com o pai e juntos vão lançando olhares enternecidos para o seu “produto”, que responde com olhar atento e palrares ternos.

O pai sai depois para trabalhar e a mãe vai para o parque empurrar o carrinho e ainda consegue ler o jornal na esplanada debaixo de um sol ainda não perigosamente quente….

Ao final do dia, quando o pai volta para casa, o bebé está ainda a cheirar ao banho tomado à tardinha e a díade recebe-o calorosamente.

Lirismos à parte, a verdade é que a licença de maternidade é, afinal, um trabalho a tempo

inteiro.

Entre horas de mamar, horas de dormir, hora do banho, e todos os imponderáveis sem hora, como: choros, cólicas e afins… Eis que o dia passou e já não sabemos que horas são, porque o ciclo de horas de sono há muito que deixou de ser o que era e não fosse o sol lá fora, não se sabia muito bem se era dia ou noite…

Quando esta mãe teve não um mas dois bebés, acrescenta-se uns pozinhos de caos a este cenário…

Quando, depois de biberão tomado e fralda mudada (só uma vez se tivermos sorte…) finalmente o bebé adormece… Eis que acorda o outro!… E começa um novo ciclo!…

(Ainda bem que a licença de maternidade por filhos gémeos é extensível por mais um mês!!… Sim, um mês!!!!!…)!!!!…. E sim, estou a ser sarcástica!!…

Quando a mãe consegue sentar-se no sofá, não interessa o que dá na TV… Está sentada e pronto!..

Não interessa se “ainda são 21h”… Eles dormem… A mãe vai agora (!!!) para a cama!…

É que, com grande probabilidade, não vai dormir a noite toda, não vai acordar com “baby face” e não vai conseguir tomar o pequeno-almoço com o pai, que entretanto se tornou alguém com quem partilha uma linguagem própria: “Mamou quanto?; “E o mano?”; “Arrotou”?…

Mas esta é matéria para um outro post inteiramente a ele dedicado…Prometo!!… (Quando eles deixarem)….

 

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