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Passion fruit

Tem paixão no nome mas para mim é um caso de amor. Não foi amor à primeira vista, mas um amor antigo de criança que, à semelhança do fruto, foi amadurecendo e simultaneamente adoçando…
Como descendente de madeirenses, cedo me apresentaram o maracujá. Talvez por imaturidade (minha e/ou do fruto), não me rendi imediatamente ao seu sabor peculiar e os estalidos das pintas pretas na boca não me convenceram…
Mais tarde, descobri a brisa maracujá e quando algum dos nossos ia à ilha, voltava carregado de brisa, anonas, bolos de mel, bolo do caco e maracujá… (cigarros marbelo, se fosse algum dos primos à sucapa dos pais…)
Só muito mais tarde, quando era já dona, quer das chaves do carro que me permitiam deslocar aos (ainda poucos) sítios do continente que já expunham estas iguarias, quer do discernimento que me permitiram banir os refrigerantes e os cigarros, voltei a dar uma hipótese ao bendito fruto… E bendita a hora!

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