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Ter irmãos

Ter irmãos.
Ter irmãos é lamber a várias mãos a massa do bolo antes de ir para o forno, é disputarmos o colo, o brinquedo, o lugar à mesa ou no banco de trás do carro. É ter o contrapeso no balancé do parque; é ousar dizer “piu” em prol do riso do outro quando a mãe assevera: “nem mais um piu”!
É dizer “a mãe” e/ou “o pai” sem pronome possessivo.
Diz-se que um irmão é um amigo. Mas estes amigos não precisam de ser convidados para as festas de anos. É ninguém, em seu perfeito juízo, pergunta: “tens amigos? Quantos?”. Sim, ter irmãos diz mesmo muito sobre nós.
Ter irmãos é hoje sentarmo-mos à mesa e, à excepção das turras, estarmos como se ainda vivêssemos juntos.
É olhar para o espelho e rir com ternura da cicatriz na testa ou no lábio “daquela vez que…”
Seja o mais velho, o mais novo, ter irmãos é isso, é… Mais!
TER um irmão; SER um irmão. Ambos são tão válidos quanto valiosos, porque estão connosco e são connosco.
É olhar para o outro e saber o que está a sentir porque… nós também estamos.
Entre irmãos não há vergonhas, culpas ou desculpas.
Contamos com eles como esperamos que contem connosco.
É a argamassa que nos faz parte e é isto que nos irmana.
Eu tenho dois irmãos e não tenho memória da minha vida sem eles… Se é que a houve!…IMG_20200111_110832_717.jpg

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