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Não gosto particularmente de fazer anos, não porque me assuste o passar do tempo (até porque não trocava o polimento da maturidade pelo verniz dos vintes), mas porque sou invariavelmente invadida por uma espécie de melancolia que teima em abafar o júbilo.
Há um ano soprava as velas numa torre de panquecas (nunca tratei o creme pasteleiro por tu) enquanto me chegavam chamegos das “minhas pessoas” soprados ao ouvido das. O tradicional almoço ou jantar de família foi adulterado por uma refeição sem nome a desoras, sincronizado para uma sesta ambulante das crias por quilómetros de alcatrão.
Barrigas cheias, bagageira atulhada, depósito atestado e banco de trás lotado com dois corpos adormecidos desprevenidos para um abrir de olhos com a dimensão de tudo.
Nunca engoli essa história do “não se pode ter tudo”. Viver acima do acordado, perceber na unidade do tempo o nosso maior espólio e comprometermo-nos a usá-lo bem. Acho que o tudo se resume a isto.
E, sim, voltar aos lugares onde já fomos felizes.
Já não falta muito, até faltar muito pouco.
#bdaygirl; #bday; #aniversário; #amelia; @amelialisboacafe; #palavras

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