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Irmãos

Temos o mesmo jeito de falar e, desde cedo, confundir os parentas (parentes nos entas) que ligavam para o telefone com fio era um regalo partido a meias.
Não temos telefone com fio, restam-nos as piadas só nossas.
Não nos beijamos muito, abraçamo-nos mais e “sacudimo-nos” ainda mais (dizer batemo-nos ou apalpamo-nos parece mal…) Falamos todos os dias, mas a conversa nunca finda com o “fim de chamada com…”
Fica sempre qualquer coisa de importância palpável por dizer, seja o mais lídimo dos desabafos ou uma alcoviteirice ao desbarato. Na hipótese (longínqua) de não faltar o que dizer, fica decerto por mostrar, seja o produto das arrumações na gaveta, seja o jantar queimado fruto do “multitasking” comum.
Permitimos tratar-nos por “petit non” insultuosos, mas que, proferidos por nós para nós, soam a lisonja e fazem cócegas à neura.
O amor autêntico é livre de protocolos e é um alívio não termos que “fazer conversa” ou dizer que “está tudo bem” quando não.
E, às vezes, guardamos o pior de nós para quem é um bocadinho nosso e basta-nos ouvir quela voz que, dizem, parece a nossa, para desabarmos.
P.S. Obrigada por este dia ao sol e jantar que se lhe seguiu! Dava p dedo mindinho pelo bis.
P.s: Tenho o teu chocolate preferido, aquele com flor de sal na despensa. Sim, já sei que gostas dele frio, vou pô-lo no frigorifico.
#aminhairma; #amordeirma; #bitch; #cumplicidade;

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