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Já?

Mudam-se os tempos, mudam-se as vestes.
E não há evidência maior do que crescem do que a mudança sazonal do guarda-roupa. Acho que o adiar deste gesto para lá do razoável acaba por ser um mecanismo de defesa inconsciente.
Já para nem falar na lapidação financeira que se lhe segue, a colisão com o concreto é desmedida. Eu bem que vos meço o comprimento das pernas e o diâmetro dos braços, mas as contas saem-me sempre furadas. Acho que há muito pouca matemática em tudo o que envolve o amor. E muita pouca precisão num olho tendencioso de mãe.
Avolumam os corpos e os sacos “para dar”. Quem se atreveu a crescer tanto? E, de repente, a única coisa que vos serve é esta carapuça. E debato-me com a vontade obscura de vos “chegar a roupa ao pelo” por tamanho atrevimento.
As prateleiras vazias contrastam com um coração cheio, mas oscilante entre o deleite de vos ver crescer e o desejo clandestino de que fiquem sempre pequeninos.
Mas estas são insanidades de mãe, que, como as bainhas calças, não vos chegam aos calcanhares.
As etiquetas dos tamanhos, não têm razão. Nunca serão demasiado crescidos para caber no meu colo, POR MAIORES que sejam. Mas isso são “pormaiores”
#nãocresçam; #mae; #maededois; #maedegemeos; #otempovoa; #mudança

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