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ninguém é de ninguém

Se é verdade que as pessoas não pertencem umas às outras e que “ninguém é de ninguém, mesmo quando se ama alguém” é também verdade que, quando se ama, pertencemos um bocadinho ao outro.
Não é um sentimento de pertença, castrador, mas, pelo contrário, um sentimento acolhedor, a atirar para o quentinho.
Falo daquele sentimento que nos faz encher o peito quando dizemos “o meu” ou a “minha” e sustentar o “marido” ou “mulher” que se lhe sucede como se fosse música.
E não nos preocupamos em agarrar o substantivo, mas em acolher o conceito. E acho que é este o ponto. E, se amarmos, percebemos que o dos bifes é bem mais difícil de conseguir.
Não me venham com coisas, pertencer a quem se ama e sabermos que quem amamos nos pertence um bocadinho é um bálsamo para a alma.
Não falo de trocarmos as senhas das contas sociais ou ainda fundi-las (conheço casos…), não falo dessa falsa transparência de fazer do telefone um livro aberto, mas ter quem saiba o PIN do nosso cartão multibanco é um descanso.
A liberdade do amor está exatamente no podermos amar quem amamos, da forma como amamos.
E na liberdade de ser, sem ser no outro e com o outro.
#amorlivre; #amor; #ninguémédeninguém; #adois; #psicóloga

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