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Mudança

Não faz muito tempo que gerei uma mudança decisiva na minha vida.
O que é que eu sei da mudança? Tudo o que sei, ensinaram-me as pessoas.
A necessidade de mudança aparece como um formigueiro, um pruído que se instala e não desaparece. Podemos tentar mascará-la, disfarçá-la com a melhor maquilhagem do mercado da cosmética, mas a necessidade de mudança transparece e é à prova de pó de arroz.
Muitos temem-na, mas a verdade é que a mudança não obriga, na maioria das vezes, a processo de (des)arrumação interior. Ela faz-se “apenas” pondo um ponto final em algo que dura há tempo demais. E, fazendo-o, a tal arrumação difunde-se sozinha.
Outros negam-na e acomodam-se a uma dor carregando-a como um sinal de nascença ou uma tatuagem com a qual têm de conviver, sob pena de o processo de remoção ser demasiado doloroso, trabalhoso ou cheio de vazio.
A verdade é que ninguém muda de casa sem lavar o chão ou esvaziar os armários. E, mesmo os que, como eu, exibem uma cara lavada as mais das vezes, sabem que o “fond de teint” não assenta senão numa pele previamente limpa.
E quando assumimos que o amor próprio é, afinal, maior do que o amor sob nome próprio que servia de escolta à mudança, damos por nós a engasgar-nos no soluço de uma gargalhada, cujo som déramos por extinto. E por muito que tenha sido tempo demais, o tempo vem sempre a tempo.
#mudança; #tempo; #pessoas; #psicologia #tempodemudança; #psicóloga

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