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Este filho que parimos

Esta sou eu a entrar no bloco de partos.

A Psicologia da Gestalt diz que o todo é mais do que a soma das partes.
“A+B” não é simplesmente “A+B”. A soma dessas partes dá origem a “C”.
E não basta que A e B se amem, é preciso amarem também C, que é, nem mais nem menos, o Casamento que pariram.
Desenganem-se, por isso, os casais que dizem não ter filhos. O casamento é um filho. E se este filho é totalmente dependente, porque precisa de nós para se fazer, é também independente, de forma cabal, porque tem vida própria. Tão própria que ganha hábitos, segredos e vícios desde tenra idade.
A sua dinâmica é mais ou menos como o passaporte, pessoal e intransmissível, de tal forma que, mesmo se seguíssemos destinos diferentes, seria impossível conceber com outro elemento outra igual.
Este filho também acorda a meio da noite, também fica doente e também tem dores de crescimento. Este filho também nos espanta, nos arrebata e nos faz rir.
Esta sou eu a entrar no bloco de partos. Para este filho não quero epidural. Não quero poupar no sentir.
Porque nem sempre é no poupar que está o ganho.
A + B é “uma conta de mais”. E quanto mais (nos) damos, mais sentimos que nos acrescentamos.
O todo é infinitamente maior do que a soma das partes.

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