pais e filhos · Psicologias · Relações humanas

Filhos emocionalmente inteligentes

Respirei tão fundo quanto o golpe no lábio do irmão e disse-lhe: “Eu sei que ficaste muito zangado com o mano e que foi por isso que lhe bateste. E eu também sei que tu sabes que não queremos que isso aconteça”.  
Acolhi a emoção. Apelidei o sentimento e amparei-o, dei-lhe colo.
Não puni a emoção, condenei o comportamento porque a parentalidade positiva nada tem que ver com parentalidade permissiva. (E aqui não se bate!).
Não faz mal estar zangado. E estar zangado é diferente de estar triste, que é diferente de estar nervoso, que é diferente de estar preocupado.
Acolhamos os medos e as alegrias dos nossos filhos e abracemos também os sentimentos “feios”. A criança tem todo o direito a estar zangada. E ao sentir-se escutada, amparada e acolhida nos seus sentimentos, estará mais disponível para aprender. 
Às vezes perguntam-me como é que nós, pais, ensinamos os nossos filhos a ser emocionalmente inteligentes. 
Podemos ler tutoriais, ouvir palestras, sublinhar parágrafos e tirar notas, mas acredito  que sermos nós emocionalmente inteligentes, pais auto-regulados, é a forma mais eficaz de lhes ensinarmos este tabuísmo de “inteligência emocional”.
E a forma como nós próprios lidamos com as nossas emoções é o que  lhes mostra como se faz! 
Os pais também se zangam, também ficam tristes, angustiados e nervosos.
Não sabemos sempre. Falhamos muito. As crianças precisam de pais humanos e em melhoria constante.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s