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Para sempre?

O problema não é o para sempre. O problema é o todos os dias. 
Quando se gosta, gosta-se. Ponto final. Não sabemos (nem interessa) explicar porquê. Gosta-se porque sim.  Quando deixamos de gostar esmiuçamos inúmeras razões. 
O problema é o outro criticar demais ou fazer de menos; o problema é o outro ressonar, esquecer-se de levar o lixo, não substituir o rolo do papel ou insistir em deixar aquele parco resto de leite no pacote.
O problema não é o para sempre. O problema é o todos os dias.
E no alvoroço das obrigações do trabalho, das birras das crianças, das compras da semana, da natação e do ballet, os casais esquecem-se de casar um bocadinho todos os dias e todos os dias se divorciam um bocadinho.
Nos casais que vejo, há, regra geral, um que sente que dá mais do que o outro. E é esta a raiz do conceito de economia depressiva.
A reciprocidade é necessária nas relações amorosas. Amar pelos dois é bonito, mas só na canção (@salvadorsobral.music).
O problema não é o para sempre, o problema é o todos os dias.
E a dificuldade não está tanto em encontrar alguém com quem ficar até velhinhos, mas alguém com quem consigamos ser crianças. Todos os dias um bocadinho.

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